Print Download PDF Embed

News Release

Na sessão de encerramento do World Economic Forum da América Latina, Líderes Regionais Preveem Década de Oportunidade

 

  • O futuro parece promissor para as economias da América Latina, mas os desafios permanecem 
  • A cooperação regional é essencial para o crescimento econômico continuado 
  • A edição 2012 do World Economic Forum da América Latina será realizada no México
  • Mais informações sobre o encontro:  www.weforum.org/latinamerica2011 

 

Rio de Janeiro, Brasil – De acordo com os co-chairs do World Economic Forum da América Latina, que terminou hoje em Rio de Janeiro, Brasil, os países da América Latina estão bem posicionados para aproveitar do crescimento futuro, mas ainda enfrentam desafios, com governos regionais em busca de desenvolvimento e justiça social.  

Mais de 700 líderes regionais e globais de 46 países participaram da reunião, que promoveu debates sobre os principais desafios para a América Latina durante a próxima década. 

“Apesar do cenário difícil e a turbulência financeira do mundo, a América Latina manteve o ritmo de crescimento e a estabilidade”, afirmou Leonel Fernandez, Presidente da República Dominicana, lembrando do “volume de recursos naturais” da região e a demanda da Índia e China por commodities.

“O futuro da República Dominicana e da América Latina é muito positivo. As nossas economias devem manter esse ritmo de crescimento. Nossos PIBs continuarão crescendo”, completou. 

“Acreditamos que essa é uma década de oportunidades para a América Latina,” disse Luis A. Moreno, Presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento. “É um hemisfério muito feliz.”

Os co-chairs do evento destacaram vários desafios para os países da região, como problemas de infraestrutura, o alto nível de criminalidade, a corrupção e as divisões políticas.  Os países da América Latina também precisam encontrar meios de migrar de exportadores de commodities para construir um setor robusto de serviços.  Moreno disse que a América Latina continuaria enfrentando problemas de desigualdade e pobreza, mas que sinais de progresso existem. 

“Nessa última década, a América Latina progrediu muito na luta para reduzir essas desigualdades [sociais],” disse Moreno, citando o programa da Bolsa Família do Brasil, um incentivo financeiro para mães manter seus filhos na escola. “Com isso, o Brasil tirou 30 milhões de pessoas da pobreza nos últimos oito anos”, afirmou Moreno. 

Bruno Ferrari Garcia de Alba, Secretário da Economia de México, falou que as nações da América Latina devem focar mais na integração econômica para manter a prosperidade.  “Precisamos avançar nossos próprios relacionamentos”, disse.  “Ao pensar na América Latina, você está pensando de um mercado de 500 milhões de pessoas... registrando o segundo maior nível de crescimento mundial depois da Ásia.”

“Devíamos ter mais orgulho da capacidade da América Latina... e do nosso conhecimento”, complementou.

Frederico Fleury Curado, Presidente e CEO da Embraer, Brasil, disse que para realizar seu potencial, a América Latina deve investir mais em tecnologia e inovação. “Não existe desenvolvimento sem inovação”, disse. “Com a inovação e colaboração em cada um dos nossos países, essa será a década da América Latina. É possível. Está na hora de aproveitar dessa janela de oportunidade.”

Orit Gadiesh, Presidente da Bain & Company, EUA, disse que as descobertas do petróleo pré-sal representam uma “oportunidade impar” para o desenvolvimento do país. “Com o pré-sal, o Brasil será um dos 10 maiores produtores do mundo”.  Mas, o país e seus vizinhos da América Latina devem lutar para garantir a diversificação em vez de apenas explorar os commodities para aumentar as exportações. O Brasil deve construir uma indústria baseada no conhecimento”, disse Gadiesh.  

 

Sir Martin Sorrell, CEO da WPP, Reino Unido, disse que dois pontos altos da década Latina Americana serão a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, ambos que serão realizados no Brasil. 

“Esses eventos têm poderosas consequências políticas. E sociais... e um efeito econômico”, afirmou Sir Sorrell. “Esses eventos incentivam investimentos em infraestrutura... e isso já está acontecendo no Brasil. O desenvolvimento é mais rápido e, ao mesmo tempo, o setor de turismo está crescendo.” Mas Sorrell disse que a onda de crescimento não se restringe apenas ao Brasil. “A América Latina também inclui outros países”, afirmou fazendo referência ao crescimento rápido da economia de Paraguai, os avanços em segurança na Colômbia e a recuperação financeira da Argentina.  “Existem países muito poderosos além do Brasil.”

Os co-chairs da reunião são: Frederico Fleury Curado, Presidente e Principal Executivo, Embraer - Empresa Brasileira de Aeronáutica, Brasil; Orit Gadiesh, Presidente, Bain & Company, EUA; Membro do Conselho Fundador do World Economic Forum; Luis A. Moreno, Presidente, Banco Interamericano de Desenvolvimento, Washington DC; Vikram Pandit, Principal Executivo, Citi, EUA; e Sir Martin Sorrell, Principal Executivo, WPP, Reino Unido. 

 

Informações adicionais

 


The World Economic Forum is an international institution committed to improving the state of the world through public-private cooperation in the spirit of global citizenship. It engages with business, political, academic and other leaders of society to shape global, regional and industry agendas.

Incorporated as a not-for-profit foundation in 1971 and headquartered in Geneva, Switzerland, the Forum is independent, impartial and not tied to any interests. It cooperates closely with all leading international organizations (www.weforum.org).