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News Release

Relatório Descreve Novas Estratégias para Administrar Riscos de Desastres Naturais

 

  • Uma Visão para Administrar o Risco de Desastres Naturais apresenta recomendações para reduzir o impacto de desastres naturais
  • É muito importante expandir a base de conhecimento e recursos disponíveis para o governo
  • O relatório destaca o papel central do administrador de risco natural na coordenação dos trabalhos de preparação para desastres
  • Mais informações sobre o projeto estão no site  www.weforum.org/natural_disasters_es

 

Rio de Janeiro, Brasil – Um novo relatório do World Economic Forum, Uma Visão para Administrar o Risco de Desastres Naturais, publicado hoje, apresenta recomendações para melhorar a gestão de riscos e reduzir o impacto de desastres naturais.  O relatório, produzido em parceira com a ARUP, Lloyds of London e Swiss Re, entre outras empresas, inclui recomendações para reduzir o impacto de desastres naturais com melhor preparo físico e financeiro baseado nos recursos dos setores público e privado.  

O relatório se concentra no potencial das habilidades e recursos de partes interessadas de maneira pouco utilizadas – como os setores bancário e de seguros, de engenharia e construção, concessionárias públicas e da mídia – para fortalecer a capacidade do setor público de administrar riscos, que geralmente enfrentam limitações, especialmente em desastres de grande escala. O relatório analisa três principais áreas para suas recomendações:

 

  • Conhecimento dos Riscos – Criar projetos comunitários para aumentar o conhecimento dos riscos e mudar comportamentos usando dados compreensíveis e precificação correta de riscos; a coleta e aprimoramento de dados sobre riscos para informar o público de mudanças no cenário de risco;
  • Redução de Riscos – Estabelecer programas de incentivo para aumentar resistência por meio de investimentos em reformas prediais e fortalecimento da infraestrutura; estabelecer um novo processo de planejamento urbano para incluir o conhecimento e experiência de peritos em engenharia e seguros e garantir a construção de novas estruturas em áreas de menor risco e a adoção de códigos adequados para garantir a resistência física. 
  • Gestão de Risco – Adotar uma abordagem coordenada de mitigação de riscos por meio de um administrador de risco centralizado para evitar uma abordagem truncada; maior preparo financeiro para choques severos que não podem ser previstos por meio de seguros tradicionais, apólices de catástrofes e fundos nacionais. 

 

Com um número cada vez maior de pessoas atingidas por desastres naturais, o relatório revela que existe uma necessidade urgente por novas estratégias de mitigar desastres, ao lado de incentivos para promover investimentos em maior resistência construtiva. O risco de desastres naturais é maior com o crescimento da população em áreas vulneráveis, expansão de desenvolvimento urbano e mudanças climáticas. Por isso, é necessário mudar os incentivos para investir em casas e infraestrutura mais resistentes por meio de programas como, por exemplo, a reforma de estruturas existentes e melhor planejamento do uso do solo para garantir desenvolvimento em áreas seguras com construções que oferecem altos índices de resistência estrutural.  O relatório exemplifica novas ferramentas como um novo conjunto de produtos financeiros, desde microsseguros até fundos nacionais, e apólices para catástrofes que oferecem maior proteção e transferência de riscos.

O relatório também destaca a importância de um administrador de risco nacional para coordenar os recursos disponíveis e garantir a gestão efetiva em todos os departamentos governamentais e inclui recursos externos.  Esse tipo de abordagem pode ser mais efetivo para antecipar riscos complexos secundários.  O conceito, aplicável em todos os países, pode representar uma plataforma para a construção de capacidades e cooperação internacional e para compartilhar conhecimento e recursos. 

Ao constatar que os países menos desenvolvidos sofrem mais de desastres naturais, o relatório revela que a comunidade internacional deveria adotar uma abordagem global com uma abordagem justa e consistente para reduzir a perda de vidas. 

“De um lado, o número de vidas perdidas em desastres naturais está crescendo, e do outro, a capacidade de administrar esses problemas é limitado. Os países mais vulneráveis geralmente são os que mais sofrem de desastres naturais, e a crise financeira reduziu a capacidade de reação de muitos países industrializados também”, afirma Michel M. Liès, Presidente, Parcerias Globais, Swiss Re, Suíça.  “Existe uma demanda por soluções de financiamento de risco inovadoras no setor público e abordagens abrangentes para a gestão de riscos soberanos para encontrar maneiras de reduzir os impactos físicos e financeiros de desastres e permitir uma recuperação mais rápida”, completa. 

"Habilidades e recursos do setor privado e de comunidades locais são muitas vezes subutilizados", afirma Andrew Chan, Vice-Presidente do Grupo, ARUP Grup. "Melhoria da comunicação e coordenação entre a comunidade internacional e os setores público e privado poderia gerar um maior número de recursos disponíveis e aumentar a eficiência na construção de alicerses, proporcionando uma resposta e uma recuperação mais rápida durante as várias fases de um desastre."

“Os eventos recentes do Japão demonstram as dificuldades de prever e administrar riscos secundários”, enfatiza Elaine Dezenski, Diretora Sênior, Chefe de Iniciativas de Risco. “A coordenação dos setores público e privado precisa de um órgão de gestão forte e abrangente, como o administrador de risco nacional sugerido nesse relatório.”

O relatório contou com a colaboração da ARUP, Deloitte, HSBC, Liberty Mutual, Lloyd’s, State Farm, Swiss Re, Thomson Reuters, Wharton School University of Pennsylvania, e Zurich

 

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