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News Release

América Latina e a Transição para a Energia Renovável

 

  • Os governantes da América Latina se encontram em uma batalha entre o crescimento e o consumo de energia limpa
  • Brasil está discutindo questões relacionadas aos combustíveis renováveis em meio ao boom do petróleo
  • Mais informações sobre a reunião: www.weforum.org/latinamerica2011

Rio de Janeiro, Brasil. – Hoje, durante o World Economic Forum da América Latina, líderes e profissionais do setor de energia falaram que os países da América Latina enfrentam um desafio complexo ao conciliar o crescimento do consumo de energia com a necessidade de combater as mudanças climáticas. Com o crescimento rápido de muitas economias regionais e o consumo de combustíveis fósseis aumentando rapidamente, os governos precisam de ‘coragem’ para introduzir fontes de energia alternativas e de baixo carbono, como energia eólica e biocombustíveis.

“A tarefa hoje é de mudar o sistema energético”, disse Thore E. Kristiansen, Vice-presidente Sênior da empresa de petróleo norueguesa Statoil.  Kristiansen afirmou que o petróleo ainda tem um papel importante na matriz energética global, mas as empresas e governos devem colaborar na busca por alternativas renováveis.  “Essa tarefa é grande demais para uma única empresa, um único país ou uma única organização”, completou. Eduardo estrada, Presidente para a América Latina e Vice-Presidente de Nutrição e Saúde Humana, da DSM Produtos Nutricionais Brasil, comentou que é preciso encontrar um equilíbrio entre o uso de combustíveis fósseis tradicionais e novas e viáveis fontes alternativas de energia. “A meta é encontrar um equilíbrio. Precisamos encontrar recursos alternativos”, esclareceu. Mas, a recente descoberta de imensas e possivelmente lucrativas reservas de petróleo “pré-sal” perto de litoral sudeste do Brasil complicou o debate a respeito do papel futuro de combustíveis fósseis, afirmou Kellie Meiman, Presidente da McLarty Associates, EUA.

Mauricio Tolmasquim, presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Energética (EPE), do Ministério de Minas e Energia, disse que o Brasil deve conseguir equilibrar os investimentos em fontes renováveis de energia e a extração de bilhões de barris de petróleo na região pré-sal.

 “Acredito que o Brasil consiga manter o crescimento de demanda por energia e, ao mesmo tempo, manter um perfil baixo de carbono,” afirmou Tolmasquim, observando que país já possui uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, com 46% da sua energia produzida por fontes renováveis, comparado com a média global de aproximadamente 14%. “O Brasil consegue manter o crescimento e o nível reduzido de emissões? A resposta é sim,” disse. 

Tolmasquim afirmou que o Brasil está examinando a energia eólica e investindo muito em estações hidroelétricas para manter uma matriz de energia limpa, mesmo com as novas reservas de petróleo.“É possível construir represas hidroelétricas e também preservar o meio ambiente,” disse, observando que as represas também podem ser “focos de desenvolvimento sustentável na região” do Amazonas. As autoridades de energia também falaram sobre o papel da energia nuclear no mundo após o desastre de Fukushima e a catástrofe recente que abalou o Japão.

“O incidente de Fukushima muda o cenário um pouco,” comentou Jan Flachet, Presidente e CEO, América Latina, GDF SUEZ Energy International, Brasil, mas negou que o incidente terá um impacto definitivo sobre a adoção de energia nuclear.  “As pessoas não devem parar com a exploração offshore somente pelo incidente que aconteceu no Golfo de México”, disse.

O World Economic Forum da América Latina está em andamento na cidade de Rio de Janeiro, Brasil, entre os dias 27 e 29 de abril de 2011.  O tema da reunião é “Construindo as Bases para a Década Latino-Americana” e deve reunir mais de 700 dos principais dirigentes globais e regionais.

Os Presidentes Conjuntos da reunião refletem a diversidade internacional dos participantes: Frederico Fleury Curado, Presidente, Embraer - Empresa Brasileira de Aeronáutica, Brasil; Orit Gadiesh, Presidente, Bain & Company, EUA; Membro do Conselho Fundador do World Economic Forum; Luis A. Moreno, Presidente, Banco Interamericano de Desenvolvimento, Washington DC; Vikram Pandit, Principal Executivo, Citi, EUA; e Sir Martin Sorrell, Principal Executivo, WPP, Reino Unido.

 

Para saber mais sobre a reunião, visite: http://www.weforum.org/events/world-economic-forum-latin-america-2011.

 

 

Informações adicionais

 


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