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News Release

World Economic Forum da América Latina Abre Confiante com o Futuro da Região

 

 

  • O papel da governança corporativa na América Latina foi discutido na sessão de abertura do World Economic Forum da América Latina no Rio de Janeiro, Brasil
  • O número de participantes aumentou significantemente nos últimos anos
  • Mais informações no site do evento: www.weforum.org/latinamerica2011

 

Rio de Janeiro, Brasil. – A América Latina merece um papel maior na governança global, mas seus governos frequentemente estão focados no curto prazo e devem aproveitar das condições econômicas favoráveis e se planejar para o futuro, de acordo com os membros do painel durante a sessão plenária de abertura do World Economic Forum da América Latina, que começou hoje. 

“O Brasil é um player global”, disse Moisés Naím, Associado Sênior, International Economics, Carnegie Endowment for International Peace, EUA. Os membros do painel lembraram do sucesso do Brasil ao se posicionar como democracia estável e dinâmica que criou seu próprio espaço no cenário global.  O Brasil se recuperou rapidamente da crise econômica global e está crescendo significantemente.  O país reduziu as desigualdades internas em pouco tempo e está mais presente em todas as questões importantes, desde mudanças climáticas até negociações comerciais. 

Antonio De Aguiar Patriota, Ministro de Relações Exteriores do Brasil, disse que além de buscar mais espaço em entidades globais, o Brasil também está fortalecendo suas ligações com países vizinhos. “Um fato novo e interessante é a sensação cada vez maior que nosso futuro está ligado à América do Sul”, disse Patriota.  “Mantemos contato direto com outras regiões do hemisfério sul. Há a cúpula da América do Sul e do Mundo Árabe. Tem a cúpula da América do Sul e da África. Temos voos diretos de São Paulo para Qatar e os Emirados Árabes Unidos. São ligações novas... que abrem a porta para um dialogo direto e conhecimento.”

Sir Martin Sorrell, CEO da WPP, do Reino Unido, e Presidente Conjunto do World Economic Forum da América Latina, disse que o Ocidente perdeu sua autoridade moral depois da crise econômica e países como o Brasil estão bem posicionados para ganhar influência. “Acho que é uma questão de autoridade”, afirma Sorrell. “A China, a Índia e o Brasil não precisam de lições do Ocidente.” Sorrell também disse que os governos devem imitar as poderosas multinacionais latinas e adotar uma visão de longo prazo.  “O problema com a política e os governos é o pensamento de curto prazo”, disse Sorrell.  “As empresas adotam uma atitude de mais longo prazo, que é correto.”

José Miguel Insulza, Secretário Geral da Organização de Estados Americanos (OEA), Washington DC, observou que até doze cúpulas regionais são realizadas na América Latina, todos os anos, um número que disse excessivo.  Mas Insulza lembrou que ainda tem muito trabalho pela frente e que a região deve evitar os erros do passado.  Ele falou especificamente do poder do crime organizado, envolvido em tudo desde drogas e tráfego de seres humanos, prostituição, lavagem de dinheiro e roubo de propriedade intelectual. “Uma área onde não houve progresso é o problema de crime e crime organizado”, disse Insulza.  “É um grande desafio para a região.”

 

O World Economic Forum da América Latina está acontecendo na cidade de Rio de Janeiro, Brasil, nos dias 28 a 29 de abril de 2011.  O tema da reunião será “Construindo as Bases para a Década Latino-Americana” e deve reunir mais de 700 dos principais dirigentes globais e regionais.

 

 

 

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